Por que Pendurar Queijo Ralado ao Lado do Macarrão? A Lógica de Vendas que Sua Marca Ainda não Explorou
Existe um pacote de queijo ralado pendurado no corredor de massas de praticamente todo supermercado brasileiro. Ele não está ali por falta de espaço na seção de laticínios. Também não é improviso do repositor. Aquele pacote ocupa aquela posição porque alguém, em algum momento, entendeu que o macarrão e o queijo ralado não competem por atenção — eles se completam dentro da mesma decisão de compra.
Sobretudo essa aparente banalidade sustenta uma das técnicas mais rentáveis do varejo físico. E o mais interessante: ela quase não depende de verba de mídia, apenas de leitura de comportamento e do material certo para viabilizar a exposição.
O corredor de massas não vende macarrão. Vende jantar.
Aqui está o ponto que separa o trade marketing amador do profissional. O shopper que entra no corredor de massas raramente pensa “preciso de macarrão”. Ele pensa em uma refeição inteira, com molho, tempero e finalização. O macarrão é apenas o primeiro item de uma lista mental que ele nem sempre verbalizou.
Portanto, quando a marca de queijo ralado se posiciona nesse corredor, ela não está brigando pela atenção do consumidor. Ela está completando um raciocínio que já estava em curso. Essa diferença é decisiva, porque a resistência à compra despenca quando o produto aparece no momento exato em que faz sentido — e não quando a loja decide empurrá-lo.
É por isso que entender o comportamento do shopper vale mais do que qualquer desconto agressivo. Aliás, vale destacar que shopper e consumidor nem sempre são a mesma pessoa, distinção que exploramos no conteúdo sobre marketing de shopper versus consumidor.

Isso tem nome: cross merchandising
A técnica de posicionar produtos complementares fora da sua seção de origem se chama cross merchandising. Na prática, ela cria um segundo ponto de venda para o produto sem que ele perca a exposição no seu corredor original.
O ganho é duplo. Primeiro, a marca amplia a superfície de contato com o shopper dentro da mesma visita à loja. Segundo, ela aumenta o tíquete médio do varejista, o que gera um argumento comercial poderoso na negociação com a rede. Afinal, o comprador da loja não aprova espaço extra por simpatia — ele aprova porque enxerga faturamento incremental. Quem quiser aprofundar o conceito encontra a base completa em o que é cross merchandising.
Contudo, a estratégia tem um pré-requisito físico que muita gente ignora: alguém precisa segurar aquele produto no ar. E é exatamente aí que a conversa deixa de ser teórica.
O material que viabiliza a dupla: clip strip
O clip strip é uma tira vertical com ganchos, fixada na prateleira ou na estrutura da gôndola, capaz de sustentar produtos leves e encartelados. Ele resolve o problema central do cross merchandising: como expor um item em um corredor que não tem espaço reservado para ele.
Sem esse material, a alternativa costuma ser empilhar o produto na prateleira, roubando facing de outra categoria — algo que o varejista raramente autoriza. Com a tira, o produto ocupa o espaço aéreo, aquele vão morto entre uma prateleira e outra que não gera receita para ninguém. Se você ainda não trabalha com esse formato, vale conferir o que é um clip strip e as vantagens do clip strip para organizar produtos.
Além disso, o topo da tira funciona como mídia. Uma testeira personalizada com a identidade da marca transforma um simples suporte em comunicação visual ativa, reforçando o reconhecimento no exato ponto de decisão.
Duplas que funcionam além do queijo ralado
O raciocínio do macarrão se replica em praticamente toda a loja. Veja combinações consolidadas e a lógica comportamental por trás de cada uma:
| Corredor âncora | Produto pendurado | Gatilho de decisão |
|---|---|---|
| Massas | Queijo ralado e temperos | Completar a refeição |
| Cervejas | Amendoim e aperitivos | Ocasião de consumo social |
| Hortifrúti | Molhos para salada | Preparo imediato |
| Carnes | Sal grosso e acendedor | Churrasco de fim de semana |
| Limpeza | Esponjas e panos | Reposição por associação |
| Medicamentos OTC | Adesivos e itens de primeiros socorros | Urgência e conveniência |
Repare que nenhuma dessas duplas depende de promoção. Elas dependem de contexto. Exemplos adicionais e casos clássicos estão reunidos no artigo sobre exemplos clássicos de uso do clip strip.
Quando o clip strip não é a melhor escolha
Nem toda situação pede a tira vertical. Em corredores de alto fluxo, com gôndolas cheias e pouco espaço lateral, a fita cross costuma performar melhor. Trata-se de uma tira mais discreta, muitas vezes transparente, que se adapta a prateleiras estreitas sem bloquear o produto de trás.
A escolha entre um e outro depende de três variáveis objetivas: peso do item, formato da embalagem e política da rede varejista. Uma comparação prática aparece em para que serve a fita cross e em como usar a fita cross no varejo. Em redes que exigem visual limpo, a versão transparente costuma ser a única aprovada.
Há ainda um terceiro caminho, o display cross ou display carona, indicado quando o produto complementar tem volume suficiente para justificar estrutura própria.
Os erros que fazem a técnica falhar
O cross merchandising falha por motivos previsíveis, quase sempre operacionais e não estratégicos:
- Associação forçada. Pendurar pilha ao lado do arroz não cria contexto. O shopper ignora e a rede cobra o espaço mesmo assim;
- Excesso de peso. Produtos acima do limite suportado deformam o gancho, caem no chão e geram perda de estoque;
- Ruptura silenciosa. A tira vazia é pior que a ausência dela, porque sinaliza abandono da marca naquele ponto;
- Bloqueio de visão. Instalar na altura errada tapa a categoria âncora e provoca reclamação do próprio varejista;
- Material genérico. Sem testeira personalizada, a marca entrega exposição gratuita à concorrência que dividir o corredor.
Em farmácias e perfumarias, esses cuidados se intensificam, já que o espaço é menor e a rotatividade de campanhas é maior. O tema está detalhado em clip strip para farmácia e nos benefícios do uso de clip strips em farmácias.
Como transformar a técnica em número defensável
Verba de trade só se sustenta com evidência. Por isso, o acompanhamento precisa ser simples e replicável: compare o sell-out do produto complementar em lojas com e sem a tira instalada, no mesmo período e perfil de público. Em seguida, divida o incremento pelo custo total, somando material, frete e hora de instalação do promotor.
Esse cálculo costuma revelar um dos melhores retornos entre todos os materiais de PDV, justamente porque o investimento unitário é baixo e o impacto no valor médio do carrinho é direto e mensurável.
Produção com fabricação própria na RM2 Holding
A RM2 Holding produz clip strips e fitas cross personalizadas com controle integral do processo, da impressão da testeira ao corte e à expedição. Isso significa fidelidade de cor entre lotes, resistência dimensionada conforme o peso real do seu produto e prazos compatíveis com o calendário promocional da indústria.
Atendemos indústrias, agências e grandes redes, integrando o material ao restante da execução no ponto de venda — inclusive em conjunto com réguas, wobblers e demais itens de merchandising no ponto de venda. Quem já tem projeto definido pode consultar diretamente onde comprar clip strip personalizado de fábrica.
Afinal seu produto pode estar perdendo o segundo ponto de venda mais rentável da loja. Fale com um especialista da RM2 Holding e receba um orçamento de clip strip ou fita cross dimensionado para o peso, o formato e a rede em que sua marca atua.



